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Boas notas

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Frei Jhonatan Luiz, OFM

Os passos de cada aluno,

Seus desejos, suas angustias!

Aparecem em cada aula.

Por Que disseram os outros ser impossível! 

 

O diferente e impossível,

Vê no desejo dos alunos

O sonho de voar mais alto,

Para conquistar o que lhes foi negado!

 

Largando o rumo do mundo

Resgatando palavras, versos e frases

Lutam na busca de um sonho

 

Ditas no acaso e contraditas pelo fulano do lado,

As palavras de repressão

São agora contrapostas lá fora. 

 

O sonho de outrora,

Se converte agora e para sempre 

Na luta contra a ação repressora

Frei Carlos Lima, OFM

Negro Sou


Num entardecer de um dia de inverno ou verão; primavera ou outono, pouco importava, em qualquer das estações lá vinham nossos algozes.
O cais antes lugar de encontro e contemplação, tornou-se luto, sangue e dor,
Aqueles (as) que ali iam não era mais para contemplar o nascer ou o pôr do sol, mas era a partida definitiva da terra que os gerou e amou;
Os navios ou matadouros lá estavam ancorados para levar nossos tesouros, meu sangue e meu povo, desnudando-nos da terra que amamos, eles simplesmente não importavam, homens, mulheres e até crianças a todos levavam e o Atlântico atravessa.
Nos porões do cativeiro, dor, medo e morte nos cercavam; gritos e agonias atormentavam; pedíamos aos nossos ancestrais, guardai-nos e protegei-nos da impiedade;
Ao barulho das ondas do mar, no escuro da noite, nossos corpos invocavam nossos ancestrais, pedíamos aqueles que nos antecederam justiça e paz; coragem e força, pois, não sabíamos para onde aquelas ondas iam embocar; 
Nossos corpos embalados na dor e no cansaço, não cansava de pedir por libertação e paz; afinal que havíamos feito para tal mal nos acarretar?
Diante da imensidão do mar, assim era também a nossa coragem a nos guiar, somos um povo forte e lutador, saberíamos vencer e lutar e entre os nossos, mesmos distantes, a nossa mãe terra iria nos visitar!
Terra, ah que saudades tenho do meu chão! Do meu lugar, do meu sol e do meu Deus! “Quiseram nos calar, mas nós decidimos não morrer”!
Meu povo é de luta, coragem, nosso Deus Oxalá não deixa seu filho entregue aos seus inimigos;
Xangô forte guerreiro justiça vêm nos dar! Oxóssi que nas matas nos ensinou a caminhar, tirar nosso sustento e a amar a mãe natureza que tudo nos dá; 
A tempestade que vêm com seus raios e ventos é Iansã, valente guerreira que nos auxilia na luta diária;
Nosso Deus não se calou diante do seu colonizador, não se rebaixou aos seus chicotes e comandos de dor;
Eis que anos se passaram, e nós aqui estamos, fazendo história mesmo diante da dor, porque não tememos a morte e a dor, nossos antepassados nos ensinaram que maior é o amor!!
Viva meu povo, negros somos e venceremos nesta terra com armas do amor!

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